Desde muito pequeno, José Milton de Magalhães
Serafim já subia com seus pais para o sítio de seus avós na
Serra da Bocaina, principalmente nos períodos de férias escolares
e carnaval. Não raras eram às vezes que Dona Irene Magalhães,
sua avó, enchia um jeep de netos e os soltava livremente na
Bocaina.
Junto com a avó, com os primos e com os pais, participou de muitas excursões, passeios e visitas a fazendas da Serra da Bocaina.
Esse intenso contato com as matas e cachoeiras da Bocaina, gerou um profundo amor e respeito pela natureza, no coração do jovem José Milton.
Já adolescente, juntava suas tralhas numa mochila e sozinho ou em companhia do irmão José Luiz, passou a explorar locais cada vez mais belos e mais distantes na serra, conhecendo também em suas andanças, a gente simples da Bocaina; pessoas que por serem amigos de seus avós, tinham sempre grande satisfação em receber e conversar com o jovem aventureiro.
O tempo passou, e os segredos da Bocaina tornaram-se seus segredos. Após noites e noites, ao lado da fogueira ou na boca do fogão à lenha, ouvindo "causos", relatos de caçada, estórias de assombração ou jogando truco, fez da gente simples da Bocaina, seus grandes amigos do sertão.
No ano de 1991, José Milton de Magalhães Serafim, agora Professor de Educação Física, prestava serviço no Departamento de Esportes da Prefeitura Municipal de São José do Barreiro. Atendendo à solicitação do então Prefeito Municipal, Sr. José Ferreira do Prado (Sr. Zé Patrício), foi servir de guia ao casal Professor José Antonio Bachin, fellow da Organização Norte-Americana Ashoka, e Margarida Maria do Amaral Lopes, Técnica do CEPAM São Paulo; que na ocasião preparavam um Guia das Trilhas Brasileiras a ser lançado no Rio de Janeiro por ocasião da ECO 92.

O
casal tinha como objetivo cadastrar e também inserir no referido
guia a Trilha do Ouro, que liga São José do Barreiro ao Porto
de Mambucaba em Angra dos Reis através da Serra da Bocaina,
num percurso de 98 km. José Antonio Bachin desenvolvia na
época, através da Organização Ashoka, o "Projeto Caminhanças",
que visava identificar locais com potencial ecoturístico,
criar um Guia das trilhas cadastradas e treinar pessoas que
pudessem trabalhar como guias locais de ecoturismo; convidou
José Milton a se integrar no Projeto Caminhanças e receber
um treinamento especial para se tornar guia local de ecoturismo.
Este tendo aceitado o convite, passou então a participar de
uma série de projetos junto com o Professor Bacchin para aprender
a trabalhar com ecoturismo.
Em junho de 1991, José Milton convidou um primo, para ser seu parceiro. Surgiu então, numa noite de lua cheia ao lado de uma fogueira, em 16 de junho de 1991, a "Magalhães e Winter Trekking", que mais tarde passou a ser chamada de MW Trekking.
No início, era um trabalho amador de Guias ligados a um nome existente apenas num pedaço de papel de pão. Surgiram pequenos trabalhos, na maioria ligados a amigos e amigos de amigos. Em 1992, seu primo muda-se para Curitiba com a finalidade de estudar e abandona a idéia da MW Trekking.
Sozinho e não querendo deixar a idéia morrer, José Milton convida seu pai, José Milton Serafim a ser o novo parceiro e resolve iniciar um trabalho mais a nível profissional.
Tendo conhecido o Professor Hilário Pelizzer da Empresa de Consultoria Turística "Via Cestur" de São Paulo, juntamente com o novo parceiro, decidem abrir uma Agência de Viagens especializada em ecoturismo de forma receptiva na Serra da Bocaina.
Em novembro de 1993, nasce então a MW Trekking Viagens e Turismo que desde o ano de 2006 conta com mais dois novos sócios: Mauro e Glaicon, e nos dias atuais está no seguinte endereço:
Praça Cel. Cunha Lara s/nº - Centro - São José do Barreiro - SP - CEP: 12.830-000.